Dias de luz

Moinhos

Hoje despertei com a plenitude na alma. Sabe bem um dia fora do tempo e da rotina.

Um dia para organizar, arrumar, encontrar escritos antigos e que me trouxeram de volta vários eu’s, de tantos momentos e diferentes formas. Formas à parte, revi-me nos mesmos valores e na mesma essência. A parte imutável em mim sempre soube quem sou e o que estou aqui a fazer.

Organizar livros e cadernos. Numa manta no chão, a um canto do escritório, a minha filha mais nova brincava com as bonecas e a sua vozinha alegre e profundamente distraída pelo seu mundo interno eram o meu ruído de fundo. O sol entrava e aquecia-nos o corpo e a alma.

Às vezes, é preciso muito pouco para se ser muito feliz.

Às vezes, aquilo que soa a importante lá fora parecem os gigantes de D. Quixote… aqui dentro de mim, neste dia perfeito, o que se passa lá fora pareciam-me somente moinhos.

E cá dentro está melhor….

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