Sabor a eternidade

castanhas

As minhas são cozidas… cheias de erva doce e, por vezes, um pau de canela.

Eu sei que é o cheiro delas assadas que trás a memória de Outono e o quente no frio e o aconchego… e gosto e concordo e aplaudo… 🙂

Mas as castanhas cozidas, adocicadas e a desfazerem-se nos dedos e nas unhas doridas e tanto descascar são a minha forma de outono. O aconchego dos dias frios e escuros, da panela cheia posta em cima de uma mesa de madeira, com os adultos a beberem água-pé enquanto eu e os meus primos aproveitávamos o tempo juntos para as conversas e as brincadeiras.

Hoje em dia sou eu que as cozo para as minhas filhas. e, enquanto o cheiro de erva-doce me invade a cozinha e os sentidos, trazendo um cheiro de eternidade, conversa-se de coisas de mulher. Saboreia-se um copo de vinho tinto. E, ainda que de outra forma, refaz-se a tradição.

Porque a tradição é isso. Coisas com sabor a eternidade…

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