Quando um não pode ser sim

amor

“Gritar” com alguém e ser-se recompensado em seguida? Aparentemente injusto… ou, pelo menos, paradoxal. Mas real e extraordinário.

Um arranjo que parece que não vai ser feito em tempo “legal”. Um empregado irritante e antipático que, tipo papagaio, me repetia a mesma frase vezes e vezes sem conta enquanto tentava – infrutiferamente – encontrar nos papeis que eu tinha assinado algo que corroborasse aquilo que dizia.

E um Não assertivo que veio mesmo a calhar – então não é que no dia de hoje me soube lindamente deixar claro a minha posição?

É verdade que ter-me “expressado” me deixou numa energia alegre e levíssima. E também é verdade que todas as pessoas que encontrei em seguida, nesse e noutros locais, foram de uma simpatia e delicadeza absolutas.

Um “não quero, não mereço e não admito esse tratamento”, transformou-se num Sim ao resto. A um final de dia cheio de encontros simpáticos e empáticos. A uma refeição partilhada, aconchegante e profunda. A um anoitecer de sorrisos.

O sentido de oportunidade da vida para nos deixar mensagens claras é magnífico. Quando um não se transforma num sim a mim.

E ainda pude “gritar”. Com alguém parvo! 🙂 Que bom….

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